Knox

Não sei lidar com o que carrego no coração. A primeira vez que gostei de alguém, eu tinha nove anos. Por mais que eu gostasse bastante, nunca soube como dizer isso à ela, assim, na lata. Alguns meses depois, ela estava de malas prontas para ir embora da cidade, e eu, sem saber o que fazer, só desejei uma boa viagem, com o coração querendo pedir para que não fosse. Quando fiz quatorze anos, gostei da minha vizinha, foi estranho. Eu à olhava por um buraco no muro que separava nossas varandas, meio babaca, reconheço, mas era o que eu conseguia fazer. Um dia ela subiu no muro, e eu estava à olhando, ela sorriu e quase tive um infarto. O importante é que me senti feliz por um momento, quando ela me fez alguns elogios sobre a aparência, e olha que nem sou tão bonito assim. Em algumas semanas de conversas, ela disse que estava gostando desse meu jeito meio inútil de ser. E, novamente, eu não soube o que fazer. Alguma semanas depois, o pai dela foi assassinado dentro de casa, ela se mudou, eu à perdi também. Aos quinze anos me apaixonei por uma menina da escola, não esperava muita coisa dela no começo, nem de mim, pra variar. Até que, em um dia qualquer, nos falamos pela primeira vez, sentados, enquanto eu tentava à olhar nos olhos e não conseguia. Por ironia do destino, dias depois, ficamos. Olha só que beleza, olhando assim até parece que algo deu certo comigo. Não, não deu. Namoramos por três meses e como de costume, acabou. Não deu, valeu a tentativa. Ou não valeu. Tenho essa perspectiva de não ter aprendido nada com os amores que a vida deixou pra trás.
Junior Lima.   (via inverbos)
Tenho na escrita, minha terapia pessoal.
Sorry, I’m not guilty.  (via expressao)
vazio
agudo
ando meio
cheio de tudo.
Paulo Leminski.     (via cerejeiro)
Quando alguém te machuca, você sente ódio. E quando você machuca alguém, você fica amargo, mas se sente culpado também. Conhecer a dor nos ajuda a crescer e a madurecer. E crescer significa ser capaz de pensar e tomar decisões próprias.
Naruto.  (via desvalorizavel)
Sou uma pessoa difícil de lidar, teimosa ao extremo, bruta, até fria às vezes, dona de uma personalidade MUITO forte, impulsiva, explosiva… mas nem por isso deixo de ter sentimentos, deixo de sofrer. Se eu prefiro sorrir, é porque creio que isso torna a convivência mais agradável, possível… Se posso contar de uma forma alegre, contarei… Um sorriso nem sempre quer dizer felicidade, muitas vezes é apenas sinal de maturidade, ou até mesmo um disfarce. Então, não pense que eu sou capaz de erguer a cabeça e continuar sem sofrer, pois ainda vai doer e muito, essas coisas sempre doem, por mais que a gente relute, teime… tem sempre algo pra nos relembrar e machucar.
Tati Bernardi (via desvirtualizar)
Posso dizer que foi você quem me ensinou a lição mais importante da minha vida: você me ensinou a sofrer.
Tati Bernadi (via desvirtualizar)
Vou ser breve.
Breve porque quero, breve porque preciso, breve porque não me aguento mais chorando pelos cantos, porque não aguento mais sempre ser apontada como a sofredora, a guerreira, a sobrevivente. Afinal de contas, qual foi a guerra que eu entrei que eu não me lembro? Não me deram uniformes e nem fardas, não me ensinaram a atirar e a me esconder de granadas. Não quero mais guerra, quero paz. Quero acordar de manhã, ira pra praia e sentar na areia sem pensar em quem vou encontrar, no que vou dizer, em quem vai ser meu amigo naquele dia. Não quero mais saber de números, de pessoas repetidas, de forçar melhores amizades só pra não me sentir imensuravelmente sozinha. No fundo, afinal, todos somos sozinhos. Ninguém nunca vai me entender por completo porque só quem tem a capacidade de me completar sou eu, não quero mais buscar complemento em nada. Não quero que minhas palavras sejam mais fortes do que eu, que meus pensamentos me deixem o dia todo presa em um canto da casa só, maquinando na minha cabeça como a minha vida poderia ser boa se eu me deixasse viver. Não quero chegar aos trinta como cheguei aos vinte e cinco, pensando que não alcancei nada do que disse que queria, do que achava que queria, do que me faria ser aquela pessoa que meus pensamentos em círculos sempre me disseram que eu deveria ser pra que eu, finalmente então, pudesse ser livre. E feliz. Não quero mais usar minha licença poética só pra falar de sentimentos quebrados, minha habilidade de enfileirar as palavras só pra falar do que nem eu mesma aguento mais ouvir porque parece um CD riscado que há quase dez anos toca a mesma música do nascer ao pôr do sol. Não quero mais que a minha peculiaridade, a minha fragilidade e, principalmente a minha prolixidade me façam ser aquela que todo mundo vêm atrás de respostas mesmo sabendo que, não muito mais fundo do que a superfície, eu não tenho nenhuma. Não quero ser exemplo, não quero ser o que ninguém quer ser, não quero ter obrigação de ser o que eu não sou ou de achar que tenho que ser alguma coisa. Quero ser nada, pra poder ser tudo o que me der vontade. Não quero mais trilhas sonoras pré estabelecidas e conversas repetidas. Não quero mais meus moralismos, meus sexismos, minhas confusões de onde é que eu sento, de qual vai ser a minha opinião quando eu a mudo a todo dia. Não quero mais estar na festa e passar a festa toda olhando pros lados, esperando alguém dizer alguma coisa que faça sentido, esperando a felicidade das pessoas deixar de ser forçada e virar verdadeira. Não quero mais muitas coisas que, na verdade, nunca quis mas sempre vivi porque achava que eu precisava, que eu deveria. Não preciso, não devo, não quero. Não quero mais magoar quem me ama, a começar por mim mesma, não quero mais impor as minhas vontades quando eu não sei se quero mais tê-las. Não quero saber se vou te amar pra sempre, se vamos andar de mãos dadas quando as nossas estiverem enrugadas, não quero mais pensar na minha vida sem você, não quero mais pensar na minha vida com você, não quero pensar em carreira, em casamento ou em filhos, não quero pensar. Vou ser breve, me dê só um momento pra respirar. Não quero saber de mais nada.
Quero silêncio.
Não quero … (via desvirtualizar)
Não sou sempre simpática. Tudo bem, não saio por aí amando todo mundo que encontro pelo caminho, meus sorrisos não aparecem com facilidade, mas me importo com as pessoas.
Jogos Vorazes.   (via desvalorizavel)